terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Hibernação

Quase dois anos depois das últimas pedaladas no monte, quase se podia dizer que o Btt está morto para mim. Mas não. Está apenas em hibernação.

A verdade é que a paternidade fez esmorecer a minha vontade de acordar cedo ao Domingo, de gastar dinheiro em peças XPTO de valor altamente inflacionado pela "moda", de passar várias horas longe de casa e de correr o risco de aparecer em casa com os dentes ou os ossos partidos.

Quase inconscientemente, deixei gradualmente de sentir o apelo dos trilhos e comecei a enveredar por um hobby mais "caseiro" - a recuperação e restauro de bicicletas antigas, clássicas e pasteleiras.

Como não podia deixar de ser, mantive-me no mundo do pedal, pois acredito que o futuro do planeta está nas nossas pernas.

Quem também se interessar por estas máquinas e quiser acompanhar alguns dos meus projectos, pode seguir o meu outro blog, ou espreitar o Fórum dos Amigos das Pasteleiras.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Passeio multimodal

No Domingo passado desenferrujei as articulações numa voltinha de 40kms de Aveiro até à Pateira de Fermentelos. Tal como eu já desconfiava, só era preciso começar, para voltar a ressuscitar o bichinho dentro de mim.

Ontem, enquanto planeava com o Rui uma voltinha por trilhos mais montanhosos, vi-me confrontado com a triste situação de ter que me deslocar de carro para outras paragens. Já não tiro o carro da garagem à tanto tempo e não me apetecia ter que o fazer. Foi então que tive uma ideia. Excelente altura para experimentar o Vouguinha!!


As opções eram limitadas. O Vouguinha só faz uma viagem de manhã e outra ao fim da tarde, por isso, lá estavamos nós às 9:34 preparados para esta viagem de uma hora e três minutos.

As carruagens, a gasóleo, chamam a atenção pelo estado em que se encontram. Visto do exterior é discutível se é arte ou vandalismo, mas no interior é desolador ver as janelas pintadas que impedem os passageiros de desfrutar da paisagem.

A viagem é interessante, não tanto pela paisagem, mas pelo simbolismo histórico. Dá a sensação de regresso ao passado. Os túneis, as passagens sem guarda, as estações e apeadeiros ao abandono...


...e algumas excepções que agradam à vista.

Passamos ainda pelo Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga, e lá fomos ziguezagueando até Sernada do Vouga.

Sernada do Vouga parece uma povoação fantasma. Onde outrora funcionou a estação que fazia o interface dos ramais de Espinho, Viseu e Aveiro, agora vê-se um cemitério de meia dúzia de carruagens vandalizadas.

Foi aqui o nosso ponto de partida para mais uma pedalada.

Partimos em direcção a Mouquim, Vila Nova de Fusos e casa do guarda e daí descemos novamente até à foz do Rio Mau. Na descida o Rui conseguiu a acrobática proeza de desaparecer no meio da vegetação com um elevado nível artístico.

Depois apanhamos a linha que ligava Sernada a Viseu, entretanto desactivada e alcatroada.

Passagem pela linda Ponte do Poço de Santiago.


Seguimos em direcção à eólica das Talhadas...

...e voltamos a Sernada do Vouga.

Para não deixar o Rui com todo o protagonismo, ainda consegui a proeza de fazer um mergulho acrobático.

O regresso não contemplava o comboio e, por isso, seguimos por Serem, Frossos e Cacia até Aveiro.


E assim se fez um belo passeio multimodal que acabou por acumular 57kms nas pernas.

sábado, 3 de maio de 2008

Se há vinho... eu vou!!

Como já devem ter reparado, BTT é coisa que não tem havido muito por estes lados. Já passaram mais de 4 meses desde a minha última aventura.

Há dois motivos:

- O meu rebento, (futuro companheiro de pedaladas, espero) que tem agora dois meses de idade e me tem mantido entretido no mundo das fraldas, halibuts e babygrows;
- E a minha nova paixão por bicicletas antigas que me tem ocupado todo o tempo livre que me resta.



Esta rotina foi agora quebrada devido a um evento que me fez pensar duas vezes...

Um passeio de bicicleta, na minha terra, sem carácter competitivo, entre amigos e com 15 (quinze) tascas para visitar?? Não posso perder!!



O programa incluía beber um copo de vinho em cada uma das tascas, sem uma ordem nem percurso definidos. Apenas com base num mapa da região que foi fornecido instantes antes da partida.






Juntaram-se os "Rouba o copo 3" com a "Sagrada Família", e foi divertimento garantido...


Mesmo com tanta bebida grátis pela frente, optamos por parar à 4ª tasca, comprar uma garrafa de vinho e ficar a comer um belo chouriço.
À saída da 4ª tasca já nos cruzávamos com algumas equipas com 11 tascas visitadas...



Beber sim!! Mas com estilo...






A precisar de apoio...















No meio de tanta descontracção e divertimento, acabámos por fazer um percurso muito regular, e conseguir os 15 carimbos sem grandes dificuldades.


Foi um dia muito divertido com um excelente grupo de amigos. Todos chegámos ao fim sãos e salvos, apesar da estrada parecer bastante sinuosa.

 
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