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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Hibernação

Quase dois anos depois das últimas pedaladas no monte, quase se podia dizer que o Btt está morto para mim. Mas não. Está apenas em hibernação.

A verdade é que a paternidade fez esmorecer a minha vontade de acordar cedo ao Domingo, de gastar dinheiro em peças XPTO de valor altamente inflacionado pela "moda", de passar várias horas longe de casa e de correr o risco de aparecer em casa com os dentes ou os ossos partidos.

Quase inconscientemente, deixei gradualmente de sentir o apelo dos trilhos e comecei a enveredar por um hobby mais "caseiro" - a recuperação e restauro de bicicletas antigas, clássicas e pasteleiras.

Como não podia deixar de ser, mantive-me no mundo do pedal, pois acredito que o futuro do planeta está nas nossas pernas.

Quem também se interessar por estas máquinas e quiser acompanhar alguns dos meus projectos, pode seguir o meu outro blog, ou espreitar o Fórum dos Amigos das Pasteleiras.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Balanço de 2007

Último dia do ano é normalmente sinonimo de estatísticas e balanços. Os quilómetros percorridos, o número de passeios, o total de horas a pedalar e as classificações em maratonas são os dados mais analisados pelos adeptos do pedal.

No meu caso concreto, os números, por si só, não justificariam uma nova mensagem neste blog. Cada vez dou menos importância à quantidade e mais à qualidade.
Quem acompanha o meu blog já deve ter percebido que raramente participo em passeios organizados e muito menos em maratonas.

Em 2007 os números foram pequenos, mas tudo o resto foi em grande. Grandes momentos de convívio, grandes aventuras, grandes jantaradas e grandes passeios de BTT, tudo isto com um excelente grupo de amigos.

Vale a pena relembrar:

- O fantástico Trilho do Carteiro na Freita, com jantarada no Merujal.
- A minha internacionalização no passeio de Montalegre, e a respectiva "magia alcoólica" do Padre Fontes.
- A primeira visita dos Cagaréus a Santo Tirso, e a visita à "clínica" para curar as mazelas.
- As duas aventuras na Sertã com o Ferrão. Excelentes, tanto uma como a outra.
- O passeio na Serra do Sicó, com elevada componente cultural.
- As minhas incursões de verão a sul. Em Odeceixe, Sagres e Portimão.
- Segunda pedalada em Espanha, com banhos no Rio Caldo.
- O regresso à Freita para mais uma aventura memorável.
- A minha "GeoVolta" à Ria a solo, que me proporcionou horas de prazer e contemplação.
- A espectacular e inédita subida nocturna ao Caramulinho.

Só espero conseguir manter a qualidade em 2008.

BOM ANO!!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Prazeres

Não sei se seria adepto de BTT se me obrigassem a percorrer sempre os mesmos trilhos. Não ando de bicicleta para manter a forma física e não sou capaz de sair de casa só para fazer quilómetros.


O Btt dá-me muito prazer. Muito mesmo!! Mas também serve de pretexto para uma série de outros prazeres.

O que eu gosto é das aldeias remotas no meio das serras.

E daquelas paisagens, que nos obrigam a parar e tirar uma foto.

E daquele silêncio quando estamos estendidos no chão a descansar de uma subida poderosa.

E daqueles riachos que nos obrigam a parar para dar um mergulho.



E as pessoas??!!

...que nos abrem a porta de casa para abastecermos as nossas mochilas de água.

...que não escondem a alegria de poder conversar com alguém durante 5 minutos.

...que não perdem a oportunidade de nos dar a provar um copo de vinho.



O que eu gosto mesmo é de pedalar por onde nunca pedalei, e principalmente de pedalar por onde tenho a sensação que nunca ninguém pedalou...









domingo, 8 de julho de 2007

Estilos de vida...

Há tantos motivos para nos chatearmos com o Btt...

...são os engarrafamentos nos singletracks,
e os pacotes das barras no chão.

Os fanáticos das SS's das FS's e das HT's,
e os que não dizem "direita" nem "esquerda".

Há os que não vão porque está calor,
e os que ficam em casa quando está a chover.

São as fitas que nascem nas árvores,
e os pedais que não desencaixam.

Há os discos que chiam,
e os que reclamam mas pagam e voltam .

Há os que olham de lado para os XTR's,
e os que olham de cima para as "esmaltinas".

E depois há os que não se chateiam com nada disso, e nos fazem parecer pequenos e mesquinhos...



O Nuno Brilhante Pedrosa é de Leiria, e partiu para uma aventura com uma motivação:
"...explorar novos lugares, fazer contactos enriquecedores com outros povos e culturas, e testar os limites da determinação física e mental"

Também eu, quando saio com a minha bicicleta tenho uma motivação idêntica, mas nunca me passou pela cabeça fazer 25000 quilómetros unindo os dois pólos do planeta por terra, viajando de bicicleta, em autonomia, do Árctico Canadense à Terra do Fogo na Argentina.


Sempre que ao longo dos mais de 300 dias de viagem ele nos brinda com um novo relato, dou comigo sentado ao computador a atingir os mesmos níveis de adrenalina dos singletracks mais alucinantes.

A galeria de fotos desta viagem faz qualquer um de nós, comuns mortais, questionar porque optamos pelo estilo de vida mais fácil, aquele que nos é imposto pelos padrões da sociedade.




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Além das motivações pessoais, o Nuno vai apelando à caridade para com as crianças da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral de Leiria. A causa é nobre, se puderem, dêem o vosso contributo.


Brilhante, Nuno!! Força nas pernas e na alma!!

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sábado, 23 de junho de 2007

Nem só de Btt vive o Homem

Hoje foi dia de desencaminhar uma dúzia de amigos para uma caminhada no meio da serra. Este passeio já estava em projecto desde a minha visita à Freita em Fevereiro.

Como a maioria não é muito adepta de esforços físicos, tive de disfarçar de "passeio muito ligeiro pela serra para ver umas paisagens giras". Ainda pensei num passeio de Btt, mas tinha perdido metade da comitiva antes da partida".

Assim, lá os convenci a fazer uma caminhada, percorrendo um híbrido de PR15 com PR7 da Serra da Freita.

Saímos do Parque de Campismo do Merujal pelo PR15 em direcção à bonita aldeia de Albergaria da Serra.





Ao atravessar a aldeia, para além das cabras e galinhas, ainda pudemos ver um Ferrari a tentar circular pelas ruas estreitas. Terá sido uma miragem??

Seguimos junto ao Rio Caima até ao Parque dos Vidoeiros, onde paramos para recarregar baterias.



O troço seguinte levou-nos até ao miradouro da Frecha da Mizarela, onde paramos mais uma vez para a inevitável sessão fotográfica.



Para a Mizarela estava prevista a iniciação ao Geocaching, mas com a pressa deixei o GPS em casa.

Seguimos pelo PR7 de regresso ao Parque de Campismo, em passo acelerado, pois já se estava a fazer tarde para a surpresa da tarde.





E a surpresa era uma pista de obstáculos com:

  • Escada de cordas;
  • Ponte paralela;
  • Ponte Himalaia;
  • Ponte trave;
  • Ponte de Cordas;
  • e um slide de 70m






Depois de tanto esforço, tínhamos que terminar à mesa, com uma "Sopa de Pedra do Merujal" e uma Costeleta de Vitela Arouquesa.

O herói do dia foi o Afonso, que com o seu ano e meio, foi o que mais se divertiu no seu veículo todo-o-terreno.


Um dia muito bem passado, com um excelente grupo de amigos.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Ando a passar dos limites...

O meu blog nasceu com este nome porque sei que a maioria das minhas voltas será forçosamente a norte do Vouga. Nasci em Santo Tirso e vivo em Aveiro, por isso, é nesta área geográfica que tenho mais disponibilidade para pedalar.

Além disso é a Norte que, na minha opinião, a geografia, o clima e a vegetação criam condições óptimas para o Btt.

Isto não quer dizer que eu não goste de pedalar por outras zonas do país. Enquanto houver pernas e trilhos, quero andar por aí a descobrir paisagens, belezas naturais, tradições, gastronomia e populações esquecidas no meio das serras de Portugal.

Na realidade, quando criei o blog, nunca tinha pedalado a sul do Vouga, mas isso mudou:

  • Já pedalei com o pessoal de Águeda pelos trilhos da Maratona do Vale do Vouga;
  • Já andei junto à margem do Mondego, num passeio do Buçaco a Penacova;
  • Já fui ao Sicó
  • Já andei a sul do Zêzere numa volta pela Sertã.
Ando "a passar dos limites" e a adorar.
Apesar das diferenças nos trilhos, há sempre bons motivos para me divertir e levar a adrenalina ao "red line".

Para já, fico-me pelo BTTdoMINHOaoZÊZERE.blogspot.com

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------------------------- 4 anos de aventuras, 390 horas de puro prazer -------------------------
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sábado, 10 de março de 2007

Se...

Se um dia o dinheiro deixar de comandar os nosso dia-a-dia...

Se um dia tivermos apenas a obrigação de sermos felizes...


Então aí os fins de semana passarão a ter 7 dias...

...e eu estarei por aqui!!



sábado, 23 de dezembro de 2006

FECHADO PARA BALANÇO

Em época festiva, é tempo de "abandalhar" a condição física e "despertar" os triglicéridos e o colesterol. Os únicos sprints são entre uma loja e outra, em busca da prenda perfeita para cada um dos nossos amigos e familiares. Esta onda consumista não é coisa que me agrade, mas já cheguei à conclusão que não vale a pena remar contra a corrente.

Mais um ano que termina, mais uma página na minha bicibiografia. Aproveito para fazer o balanço destes anos de aventuras velocipédicas.

Fazer o registo das minhas pedaladas desde o primeiro dia foi uma decisão acertada, no entanto, tem vantagens e desvantagens. É interessante poder calcular-se alguns somatórios, como por exemplo os kms percorridos e as horas que passamos "em cima dela", mas também nos prega alguns sustos quando olhamos para os totais de euros gastos em material e acessórios.

Aqui ficam alguns dos meus dados:



Totais/Ano


Totais/Tipo de terreno


Totais/Tipo de saída


A conta...

sábado, 7 de outubro de 2006

À descoberta da Pateira de Fermentelos

Desde que comecei a andar de bike em Aveiro que andava com uma ideia na cabeça: uma vez que não gosto de andar em estrada, tinha que haver uma forma de poder pedalar sem ter que meter a bike no carro e ir até Sernada. Além do transtorno da viagem, tinha ainda o problema do tempo perdido. Para poder aproveitar o tempo livre depois do trabalho, todos os minutos são importantes.

Aproveitando as potencialidades das novas ferramentas informáticas ligadas ao sistema GPS, comecei a explorar a região vista de cima e a tentar encontrar manchas verdes e caminhos não asfaltados para explorar.
Após algumas horas saltando entre o GoogleEarth, o TrackMaker e o CompeGPSLand, seleccionei uma série de trajectos a testar. Feito o trabalho de casa, foi tempo de carregar o GPS e avançar para o terreno. Foram precisas três incursões no terreno para explorar a zona entre Eixo e Angeja e mais três para a zona entre Taboeira e a Pateira de Fermentelos.

Foi uma experiência muito interessante para mim, pois nunca tinha usado o GPS a não ser para percorrer trilhos previamente traçados por outros.
Além disso, ao longo destas aventuras foram muitas as peripécias dignas de registo - desde ser ameaçado por proprietários de terrenos não delimitados, até ser atacado pelos "incríveis mosquitos vampiros".

Fiquei, assim, com um diversidade de opções para passeios em horário pós-laboral, com a possibilidade de sair de casa a pedalar. Agora já não tenho desculpa para não treinar durante a semana...

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Quem quiser experimentar estes trilhos tem de partir da Zona Industrial em direcção a Azurva, acompanhar a A17 junto a Oliveirinha, atravessar a A1 em direcção à Pateira de Fermentelos, cruzar Requeixo em direcção a Eixo, visitar o Parque da Balsa, seguir ao longo dos terrenos agrícolas na margem esquerda do Vouga até Angeja e voltar até Taboeira.

Algumas zonas podem tornar-se impraticáveis no inverno devido à subida das águas.

Aqui fica o Track GPS do percurso, incluindo alguns atalhos e percursos alternativos.

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A Pateira de Fermentelos é o principal ponto de interesse deste passeio. Aconselho vivamente a sua visita.

Deixo aqui algumas fotos para aguçar a curiosidade.


(Foto minha, tirada com telemóvel. Pena não ter uma máquina à mão)

Foto de Luis Neves em Wikipédia

sexta-feira, 17 de março de 2006

Mais um adepto convertido...

Esta "coisa" do Btt tem duas características que estão cientificamente provadas. É viciante e contagioso.

Após vários meses a "meter veneno" entre os colegas de trabalho lá consegui converter o Dino. Soltou os cordões à bolsa, comprou uma Trek, e a 11 de Março de 2006 estávamos a fazer o primeiro treino por trilhos de Ílhavo e Vagos. Ainda com bastante estrada para ele não apanhar sustos, lá percorremos os 30km do baptismo.

E assim ganhou o Btt mais um adepto.

Em poucos dias já ele estava cheio de pedalada e a aventurar-se pelos trilhos de Sernada do Vouga até à Cabreia.



terça-feira, 1 de fevereiro de 2005

Nova mudança de trilhos...

No início de 2005, e por motivos profissionais, fui forçado a mudar de trilhos e de companheiros de pedalada. Mudei-me para Aveiro e como é óbvio, não ia deixar de praticar Btt por causa disso. Logo nos primeiros dias do ano enviei uma mensagem para um grupo de discussão na net e imediatamente recebi a "palavra-passe":

"Estação de Sernada do Vouga, Domingo, 9h15m"

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No mundo do Btt não há cerimónias nem preconceitos, de um dia para o outro pode estar-se perfeitamente integrado num novo grupo de companheiros que partilham a mesma paixão.

Aveiro é uma cidade com elevada cultura ciclistica:

- Tem ciclovias
- Foi pioneira com a criação do sistema de BUGAs (Bicicletas de Utilização Gratuita de Aveiro)
- Caracteriza-se por ter um relevo pouco acidentado, com a maior parte do distrito abaixo dos 100m de altitude.

Por estes motivos, ainda hoje se podem ver em horas de ponta dezenas de pessoas a utilizar a bicicleta como meio de transporte. Seja para se deslocarem para o emprego, seja para passearem pela cidade.

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Quanto ao Btt propriamente dito, a coisa já é mais complicada. Estava habituado a ver os meus trilhos da janela de casa e a sair de bicicleta directamente para o monte, mas aqui em Aveiro ainda tenho que meter a bike no carro e rumar uns kms até Sernada do Vouga em busca de trilhos mais acidentados.

domingo, 29 de fevereiro de 2004

Mudança de cenário...

Depois de vários meses a pedalar maioritariamente por trilhos de Stª. Mª. da Feira, resolvi rumar à minha terra natal e experimentar os trilhos traçados pelos BICIGODOS.

Foi interessante constatar que o mundo das bikes também sofre de regionalismos. As diferenças entre os dois grupos era notória:

- Os passeios domingueiros têm, normalmente, mais uns kms (em média mais 10km);
- As bikes do pessoal são maioritariamente de suspensão total;
- Os componentes aplicados nas bikes criam uma geometria mais vocacionada para as descidas técnicas.

Os trilhos, o tipo de terreno e o relevo são, obviamente, o motivo das diferenças. Em Santo Tirso é quase obrigatória a passagem pelo topo do Monte de Nª Sª da Assunção, Pilar e Marco Geodésico onde a altitude passa os 500m. Na Feira raramente passavamos os 200m.









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------------------------- Acumulado até à data: 640km percorridos e 54h26m a pedalar -------------------------
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domingo, 20 de julho de 2003

O excesso de confiança...

A minha evolução foi exponencial e o desempenho da bike superou as minhas expectativas. As minhas dúvidas iniciais em relação à marca dissiparam-se à medida que eu ia percebendo que a bike estava preparada para tudo e que o elo mais fraco era eu.

Os anos que andei de bicicleta durante a minha infância deram uma grande ajuda na minha iniciação no Btt. Em pouco tempo estava a aventurar-me em situações que outros mais experientes não arriscavam...


...apesar disso, depois de três meses de passeios, 497km, 43h05m em cima da bike e muito excesso de confiança levaram a isto...

Fissura na clavícula e 3 meses sem me sentar na bike para garantir que não ficavam mazelas

 
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