quarta-feira, 21 de março de 2007

Suporte para bicicleta da Garmin

O suporte para bicicleta dos Garmin Etrex sofre de um problema que o leva a desgastar-se com o uso, originando falhas no funcionamento do aparelho.

Tinha lido sobre o assunto mesmo antes de comprar o meu, mas os 18eur de um Garmin contra 75eur de um Touratech fizeram-me arriscar.

Este suporte consiste numa tampa traseira das baterias com fixação para a garra do guiador. Com a utilização intensiva, esta tampa vai ganhando folga, o que faz com que as pilhas deixem de estar devidamente imobilizadas, levando o aparelho a desligar-se esporadicamente.


A solução defendida por vários proprietários deste GPS é a introdução de uma pequena tira de velcro ou esponja entre a tampa e as pilhas, de forma a impedir a trepidação. Esta solução é temporária, uma vez que vai forçar a tampa em demasia e levá-la a ganhar ainda mais folga.



Ao fim de 11 meses e 1710km percorridos lá aconteceu o que eu já esperava: o GPS desligou-se duas vezes durante uma volta e já começava a deixar entrar água e lama para o compartimento das pilhas.
Fartei-me... e comecei a pensar numa alternativa!!


Enquanto estudava a possibilidade de fazer o meu suporte caseiro acabei por descobrir que já vinham a caminho problemas ainda mais graves.

A patilha de fixação do suporte estava quase a entregar a alma ao criador. E o mais estranho é que não há a mínima possibilidade de ter sido causado por mau uso, uma vez que aquela patilha tem um curso limitado de 3mm e não pode ter sido esforçado indevidamente.

Se tivesse partido em andamento, certamente tinha deixado o GPS pelo caminho.

Fica assim definitivamente posto de lado este suporte, uma vez que já está em fase avançada o projecto para o meu suporte caseiro. Aguardem noticias...


sábado, 17 de março de 2007

Maria da Fonte 2007

Este ano resolvi experimentar este passeio que em anos anteriores recebeu tão boas críticas.

Confesso que estive quase a arrepender-me à medida que via a lista de inscritos a aumentar de dia para dia, até chegar aos 935.

Arrisquei e não me arrependi. O trajecto de 35km foi muito interessante e bem delineado. Pode ter sido sorte, mas não apanhei grandes engarrafamentos nos trilhos.

Pontos Fortes:

- Recepção (Sinalização à chegada; Parque; Zona de levantamento de dorsais)
- Troço inicial rolante para separar andamentos
- Singletracks bastante divertidos
- Poucas subidas difíceis

Pontos Fracos:

- Abastecimento fraco
- Banho quase frio

Máquina pronta...

Pessoal agrupado...

A voltinha de cortesia ...

Uma das subiditas dificeis...


O Castelo da Póvoa do Lanhoso...

Um cheirinho de trial soft...



A chegada apoteótica...

O descanso merecido...

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------------------------- Acumulado até à data: 4206.70km percorridos e 356h22m a pedalar -------------------------
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domingo, 11 de fevereiro de 2007

Jesuítas com Ovos Moles...

Aos dez dias do mês de Fevereiro do ano da graça de dois mil e sete, juntaram-se pela segunda vez Bicigodos e Cagaréus para uma aventura pelos caminhos da Serra da Freita em Arouca. Foram onze os bravos aventureiros que se encontraram para a partida no Parque de Campismo Refúgio da Freita, no Merujal.

Tendo por base um trajecto disponível no Depósito de registos GPS para BTT, partimos em direcção às torres eólicas, sempre com Arouca do nosso lado esquerdo. Apesar do bom tempo à partida, rapidamente chegamos aos 1000m de altitude onde sentimos o ventinho gelado que faz girar as hélices.

Depois de uns kms de alcatrão e de uma descida alucinante, fizemos a primeira paragem para abastecer. Bolachas e barras energéticas compunham o menu, pois nem os Bicigodos levaram Jesuítas de Santo Tirso, nem os Cagaréus levaram os Ovos Moles de Aveiro.

Ainda não tínhamos chegado a Tebilhão e já avistávamos ao fundo os impressionantes socalcos que nos deixam a meditar sobre a proeza conseguida pelo Homem de forma a conseguir tirar sustento da serra agreste.

Foi também aqui que começámos a percorrer o percurso pedestre PR6 denominado "Caminho do Carteiro" que nos ia levar até Rio de Frades.

À entrada de Tebilhão fomos recebidos com: "-Vai uma aguardente de mel???", ao que nós respondemos: "-Não diga isso duas vezes!". E ele não disse mesmo, pois reparou que afinal eram onze os candidatos com cara de quem não recusa uma pinga.
Uns metros à frente demos connosco a negociar uma vaca Arouquesa, mas o negócio também não se concretizou porque nós já tínhamos uma igual à nossa espera no parque de campismo "mortinha por saltar para a brasa".

Seguindo pelos estreitos caminhos que serpenteiam por entre os terrenos agrícolas, passamos o Ribeiro Pequenino e subimos até Cabreiros.
Os 400m de desnível que separam Cabreiros de Rio de Frades são feitos por um caminho de 3km muito técnico, rasgado pela erosão das águas e com enormes pedras. Cansativo mas muito divertido!

Já depois de termos passado as ruínas da minas de volfrâmio, do tempo da 2ª Guerra Mundial, chegamos a Rio de Frades maravilhados pela vista das lagoas e cascatas que nos fazem desejar lá voltar (quando as temperaturas convidarem a um banho naquelas águas límpidas).


À chegada a Bouceguedim, deparamo-nos com um par de miúdos que na sua simplicidade se contentam com um terreno verdejante e um guarda-chuva para se divertirem. O que para eles é um simples recreio de brincadeiras, para nós é uma paisagem bucólica de encantar.
Ao atravessar a aldeia tivemos oportunidade para dois dedos de conversa com as gentes da terra, enquanto abastecíamos as nossas mochilas de água.

Aqui começou o tormento... São 900m de desnível para vencer, por um trilho de 9km com bastante pedra que nos iria levar serra acima de regresso às eólicas. DEMOLIDOR!!


Para terminar em grande, ainda tivemos direito a uma chuvinha puxada pelo vento forte no topo da serra.
Precisamente à hora combinada, chegamos ao parque de campismo onde nos esperava o desejado banho retemperador e o prometido repasto:

Presunto e chouriço
Sopa à Lavrador (com tantos ingredientes que nem a própria cozinheira conseguiu enumerar)
Costeleta de vitela grelhada (que com aquela espessura não pensei que pudesse ser tão tenra)
Batatas fritas, arroz com cenoura
e salada de alface com kiwi para acompanhar
Salada de fruta e baba de camelo caseira para sobremesa
e para terminar...
...a prometida aguardente de mel caseira.




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------------------------- Acumulado até à data: 4115,00km percorridos e 349h02m a pedalar -------------------------
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